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Fotografia: @marcoshermes

O MAL DA MÁQUINA 

MORRE

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A GUANABARA FALIU...

A situação caótica do Rio de Janeiro é o tema de “Guanabara”, novo single e uma das faixas do segundo EP “O Mal da Máquina Morre”.  Escrita pelo vocalista André Luz, a letra descreve o cenário sombrio do Estado do Rio de Janeiro, principalmente após os episódios de corrupção e suas consequências, envolvendo a política local.

“Para nós, fluminenses ou cariocas, o tempo fechou e fazer uma música que aborda os acontecimentos políticos e policiais é fundamental. Quase dá para achar graça, se não fossem trágicos os fatos e as consequências dos anos de governo dessa figura que é o protagonista da história que a letra de Guanabara trata. Certos de que toda história tem mais de uma versão, e que também ainda tem muito pra ser contado, procuramos ser breves e até repetitivos na letra para frisar bem a mensagem que queremos passar”, explicam os músicos Paulo Stocco ou PC (bateria), os irmãos Sandro Luz (guitarra) e André Luz (voz), e Alan Vieira (baixo).

O título do novo EP foi retirado de um trecho da música "A Celebração da Peleja entre o Molotov e a Máquina", parceria da banda com o artista baiano Ayam Ubräis Barco. Trata-se de uma poesia política, onde o Molotov e a Máquina são metáforas, em que um é a consciência e o outro o sistema.

Além de “Guanabara’ e “A Celebração da Peleja entre o Molotov e a Máquina”, fazem parte do EP “Litost”, “Pesadelo” e “Silêncio” (ambas já lançadas). Unabomber mistura o rock pesado a letras que cutucam o senso crítico da sociedade.

O EP foi produzido por Celo Oliveira (Kolera Home Studio), que também participou como guitarrista na música Guanabara, ao lado de Guilherme Salgueiro que fez os tamborins.

GUANABARA

Unknown Track - Unknown Artist
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Música: Unabomber Letra André Luz

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Cabral meteu,
rapô, limpou, surrupiou, subtraiu. 
Roubou e se arranjou.  Tomou sem dó e o que é pior:
Dançou, pulou, festejou e se exibiu, é... 
7 × A Guanabara faliu 

Mas ele não estava só 
Com  empreiteiro se acertou
O conselheiro garantiu
O que o doleiro enxugou
O secretário repartiu
Com o deputado que apoiou 
E com a esposa dividiu
7 × A Guanabara faliu 

A Celebração da Peleja entre o Molotov e a Máquina..

Música: Unabomber Letra AYAM UBRÄIS BARCO

Beber, Beber, Beber o Molotov
Amotinada multidão
Guerrear, Guerrear, Guerrear em paz a morte
Revolta e vem.. Revolta e vem..

Em minhas veias, lava e sangue..
Em meu rosto o suor
Insurgente feito os calos
Em minhas mãos de sol a sol..
Sem dar trégua à serpente, gasolina, óleo e gás..
Brinda o fogo camarada.. Brinda o fogo.. Brinda ao fogo

Rumar, Rumar, Rumar ao Molotov..
Trincar o mal da Máquina..
Incendiar, Incendiar, Incendiar a engrenagem..
Deixar queimar.. Deixar queimar.. Deixar queimar..

Em minhas veias, lava e sangue..
Em meu rosto o suor
Insurgente feito os calos
Em minhas mãos de sol a sol..
Sem dar trégua à serpente, gasolina, óleo e gás..
Brinda o fogo camarada.. Brinda o fogo.. Brinda ao fogo

O mal da Máquina morre (4x)

Unknown Track - Unknown Artist
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LITOST

Unknown Track - Unknown Artist
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Música: Unabomber Letra André Luz

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A fuligem invade e trava todo o corpo
Tenho os membros totalmente dissolvidos

O ambiente explode com a fúria de todos os mecanismos
A pressão enfraquece os meus sentidos

A vertigem que é produto desses ritmos
Prepara a forma para essas vidas infelizes

Em gaveta na geladeiras de necrotérios
Terem os seus corpus sempre muito mais tranquilos

Já não respiro o ar tão denso
Nem sei se existo para dentro

Sinto o progresso intensivo
Envolvendo em espasmos repetidos

PESADELO

Música: Paulo Cesar Pinheiro e Mauricio Tapajós

Pesadelo - Unabomber
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Quando o muro separa uma ponte une
Se a vingança encara o remorso pune
Você vem me agarra, alguém vem me solta
Você vai na marra, ela um dia volta

E se a força é tua ela um dia é nossa
Olha o muro, olha a ponte, olhe o dia de ontem chegando
Que medo você tem de nós, olha aí

Você corta um verso, eu escrevo outro
Você me prende vivo, eu escapo morto

De repente olha eu de novo

Perturbando a paz, exigindo troco
Vamos por aí eu e meu cachorro
Olha um verso, olha o outro
Olha o velho, olha o moço chegando
Que medo você tem de nós, olha aí

O muro caiu, olha a ponte
Da liberdade guardiã
O braço do Cristo, horizonte
Abraça o dia de amanhã

Olha aí...
Olha aí...
Olha aí...

Música: Unabomber / Letra: André Luz

Silêncio - Unabomber
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Em um grande acordo nacional
Feito pra estancar a sangria
A mídia fez seu preço a justiça seu partido
E a miséria seu prato fazio
Em uma democracia de fachada
Herança é mérito pras classes abastadas
O mercado sempre dá a última palavra
E as liberdades somem quando a segurança é reforçada


E se a bancada é uma boiada
Que representa com a sua bíblia sagrada
O culto a bala, a intolerância e ao ódio
Então parecem trancadas todas as saídas

 

Manifestação!
Liberdade de Manifestação!
Pelo direito a Manifestação!
O poder de Manifestação!

As ruas fartas em fúria, em peso
Sufocam com gás do seu veneno
Os fardas sangram o corpo, mas não a identidade...
Não sentem dor, não vem o medo
Não querem nada pra si mesmos
Não querem ser heróis ou donos da verdade
Na Pátria só o desrespeito
Uma noite em claro em desespero
A insanidade e o ódio, racham a cidade.

 


Manifestação!
Liberdade de Manifestação!
Pelo direito a Manifestação!
O poder de Manifestação!

 


E agora todos ficam calados? 4x
E agora todos estão calados...

 

MASSAS &

MANOBRAS

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O SOM E A FÚRIA DO UNABOMBER

Perdido na irrelevância “mercadológica”, há quem diga que rock inteligente no Brasil é uma espécie em extinção. Mas o pulso ainda pulsa, especialmente no underground avesso ao rock de jabá de rádios e tevês “compradoras” de bandas vendidas. Este é o caso dos veteranos do Unabomber, egressos da Baixada Fluminense via a improbabilidade a brotar no asfalto quente e para longe da guilhotina das oportunidades. 

 

Quinteto formado em 1992 pelos irmãos André e Sandro Luz (voz e guitarra, respectivamente), Alan Vieira (contrabaixo), Jeff Barata (guitarra) e PC Stocco (bateria), a banda retoma em 2017 um disco que deveria ter sido lançado no início de 1997, vinte anos antes, abortado pelas mesmas circunstâncias a levarem centenas de bandas de rock ao fim: o círculo vicioso de um mercado a nivelar toda a produção pelo nível mais rasteiro, as dificuldades de relacionamento entre seus integrantes em meio à adversidade, prioridades de ordens pessoais e profissionais, distâncias geográficas etc.

 

Mas não pense que se trata de uma banda a meramente requentar música velha. Pelo contrário! Em “Massas & Manobras S/A”, seu EP de estreia lançado neste maio de 2017, o Unabomber nunca soou tão bem. E essa afirmação pesa ainda mais quando nos damos conta de que o grupo, na segunda metade dos anos 1990, chegou a ser produzido pelo amigo Rafael Ramos, da legendária gravadora Deckdisc de artistas que dispensam apresentação, tais como Ratos de Porão, Nação Zumbi, Pitty, Ira!, Dead Fish, Black Alien, Far from Alaska, Fernanda Takai, entre muitos outros.

Produzido por Cello Oliveira, o EP traz seis músicas que nunca soaram tão atuais, tendo em vista o xadrez sócio-político da vida cotidiana no país.

Nesses seis fonogramas de “Massas &  Manobras S/A”, o Unabomber adentra ao mercado discográfico das plataformas digitais de veiculação de música (Deezer, Spotify, YouTube etc) como um biscoito fino ao apreciador de rock pesado inteligente, por intermédio da potente mistura do caos construído pela denúncia comedida dos vocais de André, pelo contrabaixo virtuoso e sem excessos de Alan, pelas guitarras gêmeas insanas de Sandro e Jeff distribuídas em cada extremo da panorâmica do estéreo e pela bateria demolidora de PC. 

 

Boa diversão,

Walmick Anysio.  São Paulo, maio de 2017

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Música: Unabomber / Letra: PC Stocco

Engolindo a minha garganta
Cuspindo no próprio olho
Chutando minha cabeça
Pisando as próprias mãos
Talvez eu viva muito
Talvez eu sinta algo.
Talvez eu ​sinta ​muito

Talvez eu ​viva​ algo​

Autólise - Unabomber
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Música: Unabomber / Letra: André Luz

Sociedade aberta e seus inimigos - Unabomber
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Você fica feliz?!
Você fica feliz!?
Quando enfia a cara na parede e finge ser um tapa.
Mentiras, mentiras não valem o troco, é só esperar que o mal tem seu retorno.
Vejo seu fingimento,
Lembro tudo de novo
Deus escreve, não quer dizer nada com isso.
Vai levar porrada, pra refletir seus erros
Quando é só se olhar no espelho.
Aqui se faz, aqui se paga o tempo todo
Você esperava consolo?
Você fica feliz, você fica feliz, quando enfia a cara na parede.
Pare com isso
Pare com isso agora
Pare o carro
Pare a música
Pare com isso
Pare!

Pare com isso
Eu te peço pare já
Pare com isso agora
Pare já.

 

 

Música: Unabomber / Letra: PC Stocco

Do útero ao túmulo - Unabomber
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Se ouvisse as vozes, que cortaram minha pele
Se gritasse um sussurro, que o tempo não leve
Se fingisse que sonhei a minha vida
Se voltasse ao final, de minha ida

Quando se tem, sempre se perde
Quando os olhos anoitecem, sempre a luz se despe. 

Se ouvisse as vozes, que cortaram minha pele
Se gritasse um sussurro, que o tempo não leve
Se fingisse que sonhei a minha vida
Se voltasse ao final, de minha ida

Da lágrima que corta o rosto
Da dúvida que gera o oposto
Da boca que beija e mente
Da dor que não se sente.

Quando se tem, sempre se perde
Quando os olhos anoitecem, sempre a luz se despe. 

 

Música: Unabomber / Letra: PC Stocco

Lado B - Unabomber
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De que lado, de que lado você está? 
De que lado você está?
De que lado, de que lado você está?
De que lado você está?

Entre os inocentes, entre os culpados
Onde os sonhadores são acordados
Em um país livre e miserável
Excluídos, na economia de mercado

De que lado você está? 4x
Lado certo. Lado errado. 2x
De que lado você está? 
De que lado você? 

Entre as paredes que só tem um lado
Onde o amor foi abandonado
Em um mundo rico e condenado
Perverso, injusto e globalizado.

De que lado você está? 4x
Lado certo. Lado errado. 2x
De que lado você está?
De que lado você? 

Eu não te vejo mais ao meu lado
Fique sempre ao meu lado
Eu não te vejo mais ao meu lado
Fique sempre ao meu lado 9x

 

Música: Unabomber / Letra: André Luz

Vai experimenta, aproveita vai
Depois tu não vai mais, não, não, não, não
Vire as costas à realidade 
E veja que não errou, não errou

Mas, feche as portas que te faz
Olhar pra trás.
Chet Baker, já se foi
Charlie Parker me faz pensar que eu vou.

 

R - Unabomber
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Música: Unabomber / Letra: André Luz

Câmara de Hoffman - Unabomber
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Não, eu não penso em nada
Lembro e esqueço então.
Minha memória falha, só de pensar na situação.
Pois eu não entendo nada
Sei que insistir é vão
Minha esperança é fraca
Não se pode viver de ilusão.

Passei a vida inteira, cego, sem direção
Mas nunca fiz nada que sujassem as minhas mãos.
Mesmo imerso em falha, vislumbro a solução
Minha esperança brota,
Não se pode viver de ilusão.

Vivendo de ilusão (4x)

Mesmo em um dia mau, mesmo passando aperto.
Respiro e sigo em frente, meu destino é certo

Hoje eu me recomponho
Sei que insistir foi bom
Minha cabeça roda
Só de pensar na situação.